sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Da entrega do amor



Da entrega do amor
Sempre ser um amor
Que ouve
Que sabe o que sente.

Sempre ser um amor que elabora
Que ao dormir
ressono confiança
No sopro do sono
E entrego o beijo
No clarão da amanhecice.
 

Sempre ser um amor
Que cabe no que diz.
Ter uma meninice
Entre menino e senhor
Uma cachorrice
Onde tanto pode
A sem-vergonhice do macho
Quanto a sabedoria do sabedor.
 

Sempre ser um amor cujo
BOM DIA!
Mora na eternidade de encadear os tempos:
Passado, presente e futuro
Coisa da mesma embocadura
Sabor da mesma golada.

Sempre ser um amor de goleadas
Cuja rede complexa
Do pano de fundo dos seres
Não assusta.

Sempre ser um amor
Que não me incomodo
Quando a poesia da cama te leva.

Sempre ser um amor
Que não me chateio
Diante das diferenças.

Agora, diante da entrega
Metade de mim rasga afoito
O embrulho
E a outra metade é o
Futuro de saber o segredo
Que enrola o laço,
É observar
O desenho
Do invólucro e compará-lo
Com a calma da alma
O meu conteúdo.

Contudo

Sempre ser um amor
Que cabe futuro
Que te alterna em menina e adulta
Que hora seja fácil, ao sério
E hora um doce mistério
Que hora tu fostes medo-asneira
E horas fostes brincadeira
Ultra- sonografia do furor,

Sempre ser um amor
Que acontece
Sem esforço
Sem medo da inspiração
Por ela acabar.

Sempre ser um amor
Abafar,
(não ao caso)
Mas cuja demora de ocaso
Estivesse imensamente
Nas nossas mãos.
Sem senãos

Sempre ser um amor
Com definição que a satisfaça
Sem lero-lero.

Sempre ser um amor
Que goza
E pouco antes
De chegar a esse céu
Se anuncia.
 

Sempre ser um amor
Que vive a felicidade
Sem reclamar dela ou disso.

Sempre ser um amor não omisso
E que minhas estórias contarei.
Ah, sempre ser um amor que ama

-te.


À Elisa Lucinda e Josi Lênin

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